Jubileu da Esperança reuniu mais de 33 milhões de peregrinos em Roma
Segundo as estatísticas apresentadas pela Santa Sé, 62% dos peregrinos vieram da Europa, tendo a Itália em primeiro lugar no ranking e o Brasil em quarto.
Cidade do Vaticano (05/01/2026 14:15, Gaudium Press) Ao término do Ano Santo, Dom Rino Fisichella, pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização e responsável pela organização do Jubileu da Esperança, apresentou um balanço deste histórico evento que será concluído oficialmente dentro de poucas horas, quando Leão XIV fechar a Porta Santa da Basílica de São Pedro.
De acordo com o prelado, por ocasião do Jubileu da Esperança, Roma recebeu 33.475.369 peregrinos, provenientes de 185 países. O número supera a projeção elaborada pela Universidade Roma Tre, que previa 31 milhões de fiéis na Cidade Eterna neste ano especial de graça para a Igreja. Segundo as estatísticas apresentadas, 62% dos peregrinos vieram da Europa, tendo a Itália em primeiro lugar no ranking e o Brasil em quarto.
Santuários de Roma repletos de peregrinos
“A dimensão espiritual que está na base do Jubileu permitiu constatar um povo em caminho, com grande desejo de oração e de conversão”, afirmou Dom Fisichella, que também explicou que a vida espiritual dos peregrinos floresceu novamente enquanto enchiam os principais destinos de peregrinação e os Santuários de Roma. “As Basílicas Papais e outros centros de oração como, por exemplo, a Escada Santa, registraram presenças jamais vistas anteriormente. As confissões aumentaram e a celebração jubilar do perdão pleno, a indulgência, chegou a todos”, afirmou.
O pró-prefeito afirmou ainda que neste Ano Santo foi oferecida esperança às pessoas e ao mundo. “O Jubileu se encerra mas permanecem os muitos sinais de esperança que foram oferecidos, e amplia-se o horizonte para sustentar um futuro carregado de paz e serenidade, como todos desejam. Em uma palavra, este Ano Santo alcançou o objetivo expresso na bula de convocação do Jubileu ‘Spes non confundit’: ser, para todos, ocasião de reavivar a esperança”, concluiu.
O Jubileu permanecerá na memória de todos
Roberto Gualtieri, prefeito de Roma e comissário extraordinário do Governo para o Jubileu, viu a cidade eterna acolher pacientemente os inúmeros fiéis que ali chegavam para obter a indulgência. Segundo ele, o Jubileu foi um “motor impulsionador” do turismo na capital italiana. “A Alegria, a Fé e a Esperança dos peregrinos tocaram o coração dos romanos, que, por sua vez, tiveram uma atitude acolhedora para com eles”, destacou. Já para Lamberto Giannini, prefeito da Província de Roma, o Jubileu da Esperança “foi algo único, que permanecerá na memória de todos”. (EPC)







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