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Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus

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Foto: João Paulo Rodrigues

Foto: João Paulo Rodrigues

Redação (31/12/2025 09:35, Gaudium Press) Eu vos anuncio uma grande alegria, que o será para todo o povo: hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós um Salvador, que é o Cristo Senhor” (Lc 2, 10-11). Com essas palavras o Anjo do Senhor comunicou aos pastores o cumprimento da grande promessa feita a Israel, a ele se juntando um magnífico coro do exército celestial para glorificar o Altíssimo pelo nascimento do Redentor: “Glória a Deus no mais alto dos Céus, e paz na terra aos homens por Ele amados” (Lc 2, 14).

Tendo os Anjos partido para o Céu, disseram entre si os pastores: “Vamos até Belém e vejamos o que se realizou e o que o Senhor nos manifestou” (Lc 2, 15). Lá encontraram Maria e José, e o Menino deitado na manjedoura. Não poderia haver pousada mais pobre do que uma gruta, nem berço mais rude do que uma manjedoura!

São Lucas nos relata apenas que eles “contaram o que lhes fora dito sobre o Menino. E todos os que ouviram os pastores ficaram maravilhados” (Lc 2, 17-18). Mas não deixa de ressaltar: “Maria guardava todos estes fatos e meditava sobre eles em seu Coração” (Lc 2, 19).

Naquela humilde gruta se inaugurava um novo relacionamento dos homens entre si e com o Criador, que Dr. Plinio Corrêa de Oliveira assim sintetizou: “Nunca um coração materno amou mais ternamente seu Filho. Reciprocamente, jamais Deus amou tanto uma mera criatura. E nunca um Filho amou tão plena, inteira e superabundantemente sua Mãe”.

Chegara a plenitude dos tempos – como afirma São Paulo aos Gálatas –, em que “Deus enviou seu Filho, nascido de Mulher, nascido sujeito à Lei” (Gl 4, 4), associando Maria Santíssima ao seu plano salvífico como Mãe do Redentor.

Neste primeiro dia do ano, celebramos a eleita sobre a qual Deus pousou seu olhar benevolente: a Mãe de Deus, Mãe da Igreja, Mãe de todos os homens.

Numa época em que o neopaganismo invade a face da terra e guerras devastadoras, que podem atingir uma magnitude imprevisível, ameaçam-nos a todo momento, buscamos a paz. Mas esta só será autêntica e duradoura se for edificada sobre a rocha firme da Verdade, dos ensinamentos do Evangelho e do cumprimento dos Dez Mandamentos.

Como afirma Mons. João Scognamiglio Clá Dias, EP, “a paz está nos homens, os povos e as nações colocarem a Deus no centro. […] Só se obterá a paz desde que Maria esteja no centro, pois no centro da vida e das cogitações d’Ela está Jesus!” Voltemos nossos olhos para Maria, Mãe do Príncipe da paz e nossa Mãe; que Ela interceda por nós, pedindo que os homens de hoje se deixem iluminar pela verdade que os libertará (cf. Jo 8, 32).

Artigo extraído da Revista Arautos do Evangelho janeiro 2026. Por Pe. Fernando Néstor Gioia Otero, EP.

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