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“O Cristianismo não pode ser reduzido a uma simples devoção privada”, exorta Leão XIV

Diante de políticos franceses, o Papa os aconselhou que tenham firme propósito de “trabalhar na construção de um mundo mais justo, mais humano, mais fraterno, que não pode ser outra coisa senão um mundo mais impregnado do Evangelho”.

O Cristianismo nao pode ser reduzido a uma simples devocao privada exorta Leao XIV 1

Cidade do Vaticano (29/08/2025 10:16, Gaudium Press) Na manhã da última quinta-feira, 28, o Papa Leão XIV recebeu em audiência na Sala do Consistório algumas personalidades políticas francesas que estão peregrinando por Roma neste Ano Jubilar.

Saudando a delegação que pertence à Diocese de Créteil, o Santo Padre desejou que retornem aos seus compromissos fortalecidos na esperança e com o firme propósito de “trabalhar na construção de um mundo mais justo, mais humano, mais fraterno, que não pode ser outra coisa senão um mundo mais impregnado do Evangelho”.

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Ações e decisões dos políticos devem ser coerentes com a própria Fé

Ele afirmou ainda que diante dos desvios de todos os tipos vividos atualmente pelas sociedades ocidentais, “nós não podemos fazer melhor, como cristãos, do que nos voltarmos para Cristo e pedir a sua ajuda no exercício das nossas responsabilidades”.

Segundo o Pontífice, esta peregrinação oferece um enriquecimento espiritual a cada um, além de servir diretamente as pessoas que são atendidas pelos políticos em contexto local. Além disso, ele exortou aos políticos para que suas ações e decisões no exercício das responsabilidades públicas sejam coerentes com a própria Fé que professam, pois “o cristianismo não pode ser reduzido a uma simples devoção privada”.

Não há separação na personalidade de uma figura pública

Mencionando algumas questões sociais vividas na região da Diocese de Créteil, como a violência e o desemprego, Leão XIV sugeriu que elas sejam enfrentadas com a caridade que habita os cristãos desde o Batismo, já que testemunham a relação com Cristo, “que ilumina e dá força”.

“Se unam cada vez mais a Jesus, vivam e testemunhem isso. Não há separação na personalidade de uma figura pública: não há, de um lado, o homem político e, do outro, o cristão. Mas há o homem político que, sob o olhar de Deus e da sua consciência, vive cristianamente os próprios compromissos e as próprias responsabilidades!”, ressaltou.

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Um político cristão deve ter a coragem de dizer ‘não’

O Papa afirmou aos políticos franceses que eles são “chamados a se fortalecer na Fé, a aprofundar a doutrina – em particular a doutrina social – que Jesus ensinou ao mundo, e a colocá-la em prática no exercício de suas funções e na elaboração das leis”. E fazer isso sem “temer propô-la e defendê-la com convicção: é uma doutrina de salvação que visa o bem de cada ser humano, a edificação de sociedades pacíficas, harmoniosas, prósperas e reconciliadas”.

Concluindo, Leão XIV afirmou ter ciência de que o compromisso abertamente cristão de um responsável público não é fácil e disse também não ignorar as pressões, as diretrizes partidárias, as ‘colonizações ideológicas’, às quais os homens políticos estão sujeitos. Porém, eles devem ter “a coragem de dizer, às vezes, ‘não, não posso!’, quando a verdade está em jogo. Também aqui, somente a união com Jesus – Jesus crucificado! – lhes dará essa coragem de sofrer em seu nome”. (EPC)

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