China: Regime comunista estabelece que missionários estrangeiros precisam de autorização para pregar
A partir de 1º de maio, nenhum religioso estrangeiro poderá organizar cultos com participação chinesa sem um convite oficial.
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Redação (05/04/2025 15:12, Gaudium Press) O governo chinês emitiu novas normas que restringem severamente as atividades religiosas de estrangeiros em seu território. De acordo com as regras, que entrarão em vigor em 1º de maio, as atividades religiosas envolvendo estrangeiros só poderão ser realizadas se forem exclusivamente para não chineses. Qualquer evento em grupo que envolva cidadãos chineses precisará de um convite expresso das autoridades chinesas.
As restrições afetam os fiéis de todas as religiões e proíbem estritamente os cidadãos não chineses residentes na China de fundar organizações religiosas, pregar sem autorização, estabelecer escolas religiosas, publicar ou vender literatura religiosa, aceitar doações religiosas ou recrutar cidadãos chineses como fiéis.
Monopólio estatal sobre a prática religiosa
As normas, publicadas em 1º de abril pela Administração Nacional de Assuntos Religiosos – um órgão do Departamento de Trabalho da Frente Unida – consistem em 38 artigos que regulamentam estritamente as atividades religiosas de estrangeiros na República Popular da China.
Oficialmente intitulado “Regras para a implementação das disposições sobre o gerenciamento de atividades religiosas de estrangeiros na República Popular da China”, o documento determina que somente o religioso chinês pode presidir celebrações religiosas para estrangeiros, e somente em templos e igrejas aprovados pelo Estado.
Caso um religioso estrangeiro deseje pregar em solo chinês, ele deve receber um convite de uma das organizações religiosas nacionais oficiais, todas elas ligadas ao sistema estatal, e obter a aprovação da Administração de Assuntos Religiosos da Frente Unida. Além disso, o conteúdo de sua pregação deve estar em conformidade com critérios que assegurem que ela “não interfira nos assuntos religiosos da China”.
Controle rígido do Partido Comunista
Esse endurecimento está alinhado com o rígido controle que o regime de Pequim mantém sobre as religiões, permitindo que apenas instituições religiosas sancionadas pelo Estado operem legalmente.
As novas regras surgem logo após a Conferência Nacional de Grupos Religiosos – realizada no mês passado – ter instruído organizações religiosas reconhecidas, como a Associação Patriótica Católica Chinesa, a integrar os princípios do Partido Comunista Chinês em seus sermões.
Com informações CNA
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