São Sisto I, Papa
São Sisto I, Papa, romano de nascimento, foi o sexto sucessor de São Pedro. Regeu a Igreja no tempo do imperador Adriano. Sua memória é celebrada no dia 3 de abril.
Redação (03/04/2025 08:34, Gaudium Press) Hoje celebramos, entre outros santos, São Sisto I Papa, o sexto pontífice da Igreja após o apóstolo Pedro. Acreditava-se que seu nome significava “sexto”, mas acontece que ele não foi o sexto, mas o sétimo Papa (sexto depois de São Pedro) da Igreja. Com efeito, seu nome vem do grego Xystus.
São Sisto sucedeu a Santo Alexandre I, por volta do ano 115, época em que chegava ao fim o reinado do imperador Trajano, o primeiro imperador romano “provincial”, ou seja, de uma província romana, pois ele era belga. São Sisto, por outro lado, era romano de nascimento.
Não se conhecem muitos detalhes de sua vida e morte. Ele era filho de dois pastores que viviam na chamada Via Lata.
Ele é o autor de importantes normas de culto. Foi Sisto quem decidiu que ninguém além dos ministros poderia tocar o cálice e a patena na consagração da hóstia. Ele também determinou que, após o Prefácio, o “Santo” deveria ser recitado conjuntamente pelo sacerdote e pela assembleia.
Ele estabeleceu que os bispos que visitassem Roma deveriam retornar às suas sedes com uma carta do papa demonstrando sua plena comunhão com ele, algo que ajudou muito na unidade e que reafirmava a primazia papal.
Duas cartas doutrinárias são atribuídas a ele, uma sobre a Trindade e a outra – de acordo com o que foi dito acima – sobre a primazia do bispo de Roma, embora haja quem considere essas cartas apócrifas.
Foi ele quem enviou os primeiros missionários para a Gália (França) e, provavelmente, foi durante seu papado que começaram os primeiros conflitos com as igrejas orientais, sendo um dos principais motivos a Páscoa. Ele combateu fortemente as doutrinas gnósticas.
Faleceu no dia 7 de fevereiro de 125, aos 83 anos de idade, possivelmente decapitado, contudo, uma vez que não se tinham detalhes sobre o seu martírio, o Calendário Universal da Igreja não o inclui, hoje, entre os mártires. Foi sepultado na Basílica de São Pedro e seu sucessor foi o Papa São Telésforo.
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