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O vício capital controla a vida do homem

São sete os vícios ou pecados capitais: soberba, ira, avareza, luxúria, inveja, gula e preguiça. Nosso comportamento é influenciado por todos eles e controlado por um.

Foto: screenshot/ Arautos do Evangelho

Foto: screenshot/ Arautos do Evangelho

Redação (09/07/2024 09:48, Gaudium Press) Quem estava acostumado a encontrar-se semanalmente comigo nesta sessão, pode ter estranhando a minha ausência, e chegou aos meus ouvidos comentários feitos por aí de que eu tivesse morrido. Não, o velho Afonso Pessoa não morreu! E nem pretende fazê-lo tão já, embora isso de mim não dependa, mas da vontade de Deus.

Apenas precisei de um tempo de recolhimento, mas confesso que também senti a sua falta, pois não há escritor sem leitores. Assim como uma árvore que tomba sozinha no meio de uma floresta não produzirá barulho se não houver alguém por perto para ouvi-lo, nada que um autor escreva terá significado se não tiver o leitor que leia o texto produzido. Receba, pois, caro leitor, cara leitora, as minhas escusas pela ausência. E retomemos a jornada, pois o tempo não cessa a sua caminhada.

Há um assunto que há muito tempo me interessa: a influência do pecado capital, também chamado vício capital, no comportamento humano. E tive a felicidade de ver esse tema tratado por dois jovens sacerdotes no podcast católico Salve Maria! Então escolhi este assunto para marcar o meu retorno às nossas conversas habituais.

Qual a origem dos vícios capitais?

Para começar, vamos voltar às origens: como surgiu a teoria dos pecados capitais? É preciso dizer que ela não foi invenção de um homem, visto que a menção a esses pecados está presente nas Sagradas Escrituras desde o Antigo Testamento, principalmente no Livro dos Provérbios e nos Salmos, e se encontra também, de forma contundente, nas Epístolas de São Paulo.

O termo “capital” que segue essa lista de vícios ou pecados vem do latim “caput”, que significa cabeça, líder ou chefe, e faz referência ao vício que tem força para se sobressair aos demais e subjugar a vontade humana.

Embora conhecidos desde os primórdios do Cristianismo, os pecados capitais só foram formalizados no século VI, pelo Papa e Doutor da Igreja, São Gregório Magno, que os nomeou e classificou como os sete piores vícios de conduta. São eles: soberba, avareza, ira, gula, luxúria, preguiça e inveja.

Contudo, foi no século XIII, com a Suma Teológica de São Tomás de Aquino, que os sete vícios capitais foram registrados oficialmente e explicados de forma minuciosa.

O mais importante

Cada um desses sete vícios capitais é igualmente grave, fazendo com que o homem peque de forma contumaz, seja com os pecados veniais ou com os pecados mortais, que comprometem a sua salvação.

No entanto, do ponto de vista teológico, o mais grave deles é a soberba, categoria em que se enquadra o pecado original cometido por Adão e Eva que, aceitando comer do fruto proibido da árvore do conhecimento do bem e do mal, desejaram, com isso, igualar-se a Deus.

Entretanto, para nós, no nosso dia a dia, o mais importante é conhecermos os aspectos de cada um desses pecados e identificar aquele que mais se destaca dentre as nossas fraquezas e do qual temos mais dificuldade de nos livrar.

Não adianta dizermos que não temos este ou aquele dos sete vícios nomeados por São Gregório Magno, porque todos os seres humanos possuem a todos eles em alguma medida. O que precisamos é descobrir qual deles é o líder, aquele que diminui a influência dos demais e nos subjuga, ditando as diretrizes do nosso comportamento.

Façamos um trato

Por ser esse um tema fascinante e da maior relevância para quem deseja trilhar o caminho do bem, quero fazer um trato com você: falar de cada um desses vícios capitais de forma mais profunda, numa sequência de artigos sobre o tema. O que você acha?

 O objetivo é que, ao final, você consiga ver em quais áreas da sua vida esses vícios atuam mais e qual deles é o carro-chefe, responsável por seus maiores pecados, e o mais difícil de se livrar.

E tomo a liberdade de indicar que você assista aos episódios que mencionei do podcast Salve Maria, que tem à frente o Revmo. Pe. Ricardo Basso e uma excelente equipe de comentadores.

Estamos falando da sua alma, das suas fraquezas e da sua salvação, e, já que você me dá uma parcela de seu precioso tempo e sua consideração, a mim só resta retribuir tratando de assuntos que o ajudem a ser um católico melhor e a não se desviar do principal dever de um cristão: trilhar o caminho da santidade, agindo em conformidade com a vontade de Deus.

Ficamos combinados! Até o próximo encontro!

Por Afonso Pessoa

Link do programa mencionado:

https://www.youtube.com/watch?v=5ik7aIuiT88&t=43s

 

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