Papa, na Audiência Geral: "Deus nos espera de braços abertos"
Cidade do Vaticano (Quarta-feira, 02-10-2013, Gaudium Press) – Depois de fazer uma volta pela Praça São Pedro, no papamóvel, o Papa Francisco dirigiu uma reflexão aos milhares de peregrinos e fiéis que se aglomeravam diante da Basílica de São Pedro, nesta manhã ensolarada de hoje.
| Gustavo Kralj / Gaudium Press |
O Papa fez um pronunciamento sobre “A Igreja santa”, tomando como exemplo as relações familiares. Uma ocasião oportuna para o Santo Padre afirmar: “Cristo amou a Igreja e a si mesmo se entregou por ela. Para a santificá-la, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra; para a apresentar a si mesmo Igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível”.
O Papa Francisco iniciou sua catequese perguntando:
“Como pode a Igreja ser santa, se é feita de seres humanos, de pecadores? Vimos na história homens, mulheres, sacerdotes, freiras, bispos, cardeais e até Papa pecadores! Somos todos pecadores!”.
A Igreja é Santa, respondeu ele, porque procede de Deus, que é santo, lhe é fiel e não a abandona ao poder da morte e do mal. É santa porque Jesus Cristo é unido de modo indissolúvel a ela; é santa porque é guiada pelo Espírito Santo que purifica, transforma e renova. E “a Igreja é feita de pecadores, como vemos todo dia; mas somos chamados a nos deixar transformar, renovar, santificar por Deus”, Ela “não é santa graças aos nossos méritos, mas porque Deus a torna santa, é fruto do Espírito Santo e de seus dons”, continuou o Papa.
À afirmação de que costuma-se ouvir que a Igreja seja apenas para os puros, os totalmente coerentes, e que os outros devem ser afastados, o Santo Padre foi bem taxativo: “Isto não é verdade, é uma heresia! A Igreja, que é santa, não rejeita os pecadores; ao contrário, os acolhe. Chama todos a se deixarem-se envolver pela misericórdia, pela ternura e pelo perdão do Pai, que dá a todos a chance de encontrá-lo e caminhar rumo à santidade”.
O Papa recordou a parábola do filho pródigo para tirar dela uma lição:
“Quando você tem a força de dizer: quero voltar para casa, encontrará sempre a porta aberta. Deus lhe espera sempre, lhe abraça e lhe beija, faz festa para você. A Igreja nos faz encontrar Jesus Cristo nos sacramentos, especialmente na Confissão e na Eucaristia; nos comunica a Palavra de Deus, nos faz viver na caridade, no amor de Deus por todos”.
“O que posso fazer quando me sinto fraco, frágil, pecador?”, perguntou o Papa. E ele mesmo respondeu que Deus nos assegura que não devemos ter medo da santidade, de nos deixarmos amar e purificar por Ele.
“A santidade -disse ele para concluir- não consiste em fazer coisas extraordinárias, mas em deixar Deus agir. É o encontro da nossa fraqueza com a força da sua graça, é ter confiança na sua ação que nos permite viver na caridade, fazer tudo com alegria e humildade, para a glória de Deus e o serviço ao próximo”. (JSG)
Com informações Rádio Vaticana




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