Na conclusão da Plenária da Família, Audiência com o Papa
Cidade do Vaticano (Sexta-feira, 25-10-2013, Gaudium Press) – A XXI Assembléia Plenária do Pontifício Conselho para a Família, será concluída nesta sexta-feira. Na manhã de hoje, os cerca de 150 participantes da Assembleia foram recebidos pelo Papa Francisco, na Sala Clementina, no Vaticano em uma Audiência privada com o Santo Padre.
As palavras que foram proferidas pelo Papa nesta ocasião formam três conjuntos principais de pensamentos: “família, comunidade de vida, com consistência autônoma”; “família fundada no matrimônio” e “fases da vida familiar: infância e velhice”:
“A família é uma comunidade de vida, que tem uma sua consistência autônoma”. O Papa recordou a exortação apostólica Familiaris Consortio de JPII: “A família não é a soma de pessoas que a constituem, mas uma comunidade de pessoas”, para, em seguida, poder definir o que seja família:
“A família è o lugar onde se aprende a amar; é o centro natural da vida humana. Ela é composta de rostos e de pessoas que amam, dialogam, se sacrificam e defendem a vida, sobretudo a mais frágil e fraca… a família é o motor do mundo e da história”.
É na família que cada um constrói a própria personalidade; é onde cresce, respira o calor da casa; é o lugar dos nossos afetos, da nossa intimidade, de aprendizagem; nela, a pessoa toma consciência da própria dignidade, da educação cristã e dos respeito aos outros, sobretudo os enfermos e marginalizados.
Dando continuidade a seu pensamento, o Papa Francisco discorreu sobre o ponto seguinte: “a família se funda no matrimônio”.
O Papa afirmou que mediante um ato de amor livre e fiel, os esposos cristãos testemunham que o matrimônio, como Sacramento, é a base sobre a qual se funda a família e torna mais sólida a união dos cônjuges e a doação recíproca.
Dando continuidade a seu pensamento o Pontífice mostrou que o amor esponsal e familiar revela claramente a vocação da pessoa a amar, de modo único e constante; as provações e os sacrifícios representam uma fase de crescimento no bem, na verdade e na beleza.
São palavras dele: “No matrimônio, os esposos fazem uma doação completa de si, sem cálculos e nem reservas, compartilhando tudo, dons e renúncias, confiando na Providência divina. Eis a experiência que os jovens devem aprender de seus pais e avós: experiência de fé em Deus, de confiança recíproca, de profunda liberdade e de santidade”.
O Pontífice continuou sua reflexão comentando duas fases da vida familiar: “a infância e a velhice” que formam os dois pólos da vida mais vulneráveis e até esquecidos.
Uma sociedade que marginaliza as pessoas idosas renega suas raízes e compromete seu futuro. Todas as vezes que uma sociedade abandona uma criança e exclui um idoso, comete um ato de injustiça e anuncia sua própria falência, disse o Papa, acrescentando:
“A Igreja que cuida das crianças e dos anciãos se torna a mãe das gerações de fiéis e, ao mesmo tempo, presta serviço à sociedade humana. Somente assim, mediante o espírito de amor, a familiaridade e a solidariedade, pode-se ajudar todos a redescobrir a paternidade e a maternidade de Deus”.
Para o Papa, a família é parte importante da evangelização: os cristãos comunicam a todos a Boa Nova através do testemunho da família. A presença de Jesus no seio da família humana é seu segredo.
O Pontífice dirigiu-se especialmente aos participantes da Plenária do Pontifício Conselho para a Família desejando que Assembléia, que hoje se encerra, possam contribuir para a realização do próximo Sínodo extraordinário dos Bispos, que será dedicado precisamente às famílias. (JSG)
Da Redação, com informações da Radio Vaticano




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