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Papa no Twitter: o dinheiro faz do homem seu “escravo”

Cidade do Vaticano (Terça-feira, 29-10-2013, Gaudium Press) O Papa Francisco alertou seus seguidores no Twitter sobre a cobiça e o apego aos bens materiais, que tornam do homem “escravo” de suas próprias vontades e desejos.

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Na mensagem publicada nesta terça-feira, 29, o Santo Padre disse: “Se os bens materiais e o dinheiro tornam-se o centro da vida, eles apoderam-se de nós e nos escravizam”.

Vale lembrar que, anteriormente, o Papa já havia falado deste tema em outras oportunidades, sempre com uma abordagem diferente, mas, mantendo sempre o discurso precavido e alentando seus fiéis sobre os perigos da luxúria e do orgulho demasiado.

No dia 16 de maio deste ano, quando recebeu as credenciais de novos embaixadores junto ao Vaticano, o Pontífice afirmou que a humanidade está vivendo momentos de “um retorno à própria história”, pois a nossa sociedade está cada vez mais aceitando o domínio do dinheiro sobre nossas vidas, a ponto de não compartilharmos os nossos próprios bens com os mais pobres.

No dia 20 de setembro, durante a Santa Missa na Casa Santa Marta, o Santo Padre destacou aos fiéis que o dinheiro envenena o pensamento, bem como sua idolatria, pois dela, nascem males como a vaidade e o orgulho, que nos torna “maniacos de perguntas ociosas”.

Na época, baseando sua homilia nas palavras de São Paulo sobre a relação entre o caminho do Nosso Senhor e o dinheiro, ele sublinhou: “Não se pode servir a Deus e ao dinheiro”.

“O poder do dinheiro tira a Fé: ela se enfraquece e você a perde! O dinheiro corrompe, não tem saída”, prosseguiu.

Na segunda-feira, 21 de outubro, o Papa Francisco voltou a falar sobre o assunto, remetendo as palavras contidas no Evangelho de São Lucas (Lc 12, 13-21), quando falava sobre a ganância.

Para o Santo Padre, “quando uma pessoa pensa no dinheiro, destrói a si mesma, destrói a família”, quando na verdade, “o dinheiro é necessário para levar avante coisas boas, projetos para desenvolver a humanidade”.

No final da Celebração daquele dia, o Papa concluiu ao dizer que o melhor caminho a seguir é o caminho da pobreza, não o da pobreza em si, mas “como um instrumento, para que Deus seja Deus, para que Ele seja o único Senhor”, pois todos os bens que temos, “o Senhor nos dá para que levemos avante o mundo, a humanidade, para ajudar os outros”. (LMI)

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