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“A graça que se manifestou no mundo é Jesus”, diz Papa na Missa do Galo

Cidade do Vaticano (Quinta-feira, 26-12-2013, Gaudium Press) A tradicional Missa do Galo foi celebrada pelo Papa Francisco, logo no início da noite desta última quarta-feira, 25, após o anúncio da chegada do Menino Jesus em nosso meio.

Milhares de fiéis e peregrinos vindos de diversas partes do mundo lotaram a Basílica de São Pedro para participar da celebração natalina, com 300 concelebrantes, entre cardeais, bispos e sacerdotes.

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Iniciando sua homilia, o Santo Padre, ao citar a passagem bíblica do profeta Isaías (Is 9, 1), contou que, naquele tempo, “o povo que andava nas trevas, viu uma grande luz”.

“Esta profecia não cessa de comover, especialmente quando a ouvimos na liturgia da Noite de Natal. Comove-nos porque exprime a realidade profunda daquilo que somos: somos povo a caminho, e ao nosso redor – mas também dentro de nós – há trevas e luz”, ponderou.

O Pontífice recordou que “nesta noite, enquanto o espírito das trevas envolve o mundo, renova-se o acontecimento que sempre nos maravilha e surpreende: o povo a caminho vê uma grande luz. Uma luz que nos faz refletir sobre este mistério: o mistério do andar e do ver”.

O Papa, em meio ao seu discurso, ainda fez uma observação: “Diversamente, do lado do povo, alternam-se momentos de luz e de escuridão, fidelidade e infidelidade, obediência e rebelião; momentos de povo peregrino e de povo errante”. Porém, continuou, “se amamos a Deus e nossos irmãos, andamos na luz; mas, se o nosso coração se fecha, fazendo prevalecer em nós o orgulho, a mentira, a busca do próprio interesse, então as trevas se calam dentro de nós e ao nosso redor”.

“A graça que se manifestou no mundo é Jesus, nascido da Virgem Maria, verdadeiro homem e verdadeiro Deus. Entrou na nossa história, partilhou o nosso caminho. Veio para nos libertar das trevas e nos dar à luz. N’Ele, manifestou-se a graça, a misericórdia, a ternura do Pai: Jesus é o Amor feito carne”, ressaltou.

O Pontífice lembrou também que os pastores da época foram os primeiros a presenciarem a “tenda” do Senhor, ou seja, a receberem o anúncio de sua chegada. “Foram os primeiros porque estavam entre os últimos, os marginalizados”.

Partilhando a alegria do Evangelho na noite de Natal, o Santo Padre acrescentou: “Deus ama-nos tanto que nos deu o seu Filho como nosso irmão, como luz nas nossas trevas”.

Concluindo sua homilia, o Papa disse que “o nosso Pai é paciente, ama-nos e dá-nos Jesus para nos guiar no caminho para a terra prometida”, pois “Ele é a luz que ilumina as trevas. Ele é a nossa paz”.

Ao término, o Pontífice deixou o Altar da Confissão deslocando-se com a imagem do Menino Jesus até a entrada da nave central, onde a depositou na manjedoura do presépio montado na Basílica Vaticana. (LMI)

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