Cardeal Dom João de Aviz concede entrevista ao jornal da Arquidiocese de São Paulo
Cidade do Vaticano (Sexta-feira, 14-02-2014, Gaudium Press) O Ano da Vida Consagrada em 2015, anunciado pelo Papa Francisco, acontecerá em meio às celebrações dos 50 anos do Concílio Vaticano II.
Entrevistado pelo jornal O São Paulo, da Arquidiocese de São Paulo, o prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, Cardeal Dom João Braz de Aviz, comentou sobre as ações previstas para celebrar o Ano da Vida Consagrada.
“O Papa Francisco sente que, neste momento, a vida consagrada precisa olhar para o passado com grande gratidão. Depois, queremos olhar para o futuro com esperança. E viver o presente com paixão. Esse é grande programa para o Ano da Vida Consagrada. O Papa tem um grande amor pela vida religiosa”, disse.
Segundo o Cardeal, as principais ações previstas para este grande evento da Igreja são a assembleia plenária da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada, em outubro ou novembro do próximo ano, bem como a realização de um encontro de superiores gerais em Roma.
“Prevemos, ainda, um encontro de pessoas que estão no âmbito da formação nos vários institutos, e queremos realizar, também, encontros por vocações e algo específico para vida contemplativa, como uma corrente de oração”, completou.
Além disso, continuou Dom Aviz, “o Papa também nos pediu para renovar os documentos fundamentais que falam da vida consagrada”, entre eles, o documento sobre da relação entre bispos e religiosos e o documento acerca da vida contemplativa dos monges e das monjas.
O purpurado explicou que será ainda publicado um documento referente aos chamados “irmãos”, aqueles que são consagrados e não se tornam padres, no intuito de revalorizar a vocação.
Quando perguntado sobre a forma como se deve apresentar a vida religiosa aos jovens, Dom Aviz respondeu que, “quando a gente fala e testemunha Jesus, a gente nota que o jovem quer um grande ideal”.
“Quando o jovem ouve um grande ideal e ele vê testemunhado um grande ideal, ele se sente atraído. Hoje, aqui no Rio de Janeiro (durante sua estada no Curso para Bispos), a referência que tenho diante dos meus olhos é a imagem do que aconteceu entre os jovens e o Papa Francisco durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ).”
O Cardeal afirmou ainda que existem movimentos onde os jovens tem despertado para todos os tipos de vocações, porém, eles precisam de autenticidade e de desafio.
Renovar a vida religiosa sem perder a fidelidade aos carismas também foi citado por Dom Aviz, que ressaltou: “o carisma é como uma herança que cada família religiosa recebe do seu fundador, da sua fundadora”.
Para ele, se uma congregação quer sobreviver, deve permanecer fiel à luz que recebeu, pois, “se começar a pular de galho em galho, e ir para campo que não é dele, ele mata o carisma, por que a graça não estava naquela outra coisa, mas naquilo que foi dado ao fundador”.
Entre as preocupações e anseios da vida religiosa nos dias atuais, Dom Aviz acredita que um deles é a recuperação da vida fraterna, bem como a vida de família dentro das congregações e das ordens. (LMI)
Da redação, com informações Arquidiocese de São Paulo





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