Dom Paglia comenta a Carta do Papa Francisco às Famílias
Cidade do Vaticano (Quarta-feira, 26-02-2014, Gaudium Press) Dom Vincenzo Paglia, Presidente do Pontifício Conselho para a Família, comentou a Carta do Papa Francisco às Famílias na qual o Pontífice pede pelo próximo Sínodo dos Bispos, que aborda justamente o tema da família.
O Arcebispo recordou as recentes atividades do mais alto nível que a Igreja tem realizado sobre a família – e outras que ainda serão desenvolvidas-, entre elas, a peregrinação das famílias no Ano da Fé, o encontro do Santo Padre com os casais no último dia 14 de fevereiro, o Consistório extraordinário da semana passada no Vaticano, o próximo Sínodo, que será aberto em outubro e o Encontro Mundial das Famílias, na Filadélfia (EUA), em setembro de 2015.
“O Papa Francisco, com esta carta para as ‘queridas famílias’ do mundo -afirma o Arcebispo- quer envolvê-las no caminho sinodal. A oração é a primeira maneira de participar desse caminho comum. As famílias -e esta é a intenção do Papa Francisco- não são simplesmente o objeto de uma atenção. São também o sujeito desta peregrinação, já que na Igreja são maioria e estão marcadas pelo Sacramento do Matrimônio”.
O Cristianismo se difundiu graças à família
“Não se pode esquecer -acrescenta- que a irradiação do cristianismo se produziu através da rede das famílias. É uma grande lição também em nossa época que invoca uma nova estação missionária da pregação evangélica… O Papa pede às famílias cristãs que sintam a responsabilidade de sua missão neste momento tão confuso e inquieto. Além disso, se há um tema na vida cristã, para o qual o apoio às famílias é indispensável, tanto para o Papa como à Igreja é este. Se não houvesse famílias, a palavra de Jesus -a palavra da Igreja, a palavra do Papa- sobre o amor conjugal que é capaz de abrir ao ágape de Deus para todos, pareceria abstrato, pouco realista, ineficaz.”
“Mas as famílias, graças a Deus, existem e sua presença é sentida. Por isso é importante que os pastores e as famílias vivam neste tempo ‘concordes na oração’, como em um cenáculo espiritual que acomoda o mundo inteiro, à espera de que o Espírito Santo suscite um renovado Pentecostes”, concluiu o prelado. (GPE/EPC)





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