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Equador recebe Assembleia de comunicadores e jornalistas católicos

Quito – Equador (Sexta-feira, 09-08-2013, Gaudium Press) No início deste mês de agosto ocorreu na cidade de Quito (Equador) a Assembleia Continental da Organização Católica Latino-americana e Caribenha da Comunicação (OCLACC) -organismo regional da Associação Católica Mundial para a Comunicação (Signis) para América Latina-, que reuniu, no imagem.jpgCentro de Espiritualidade Nossa Senhora de El Quinche, delegados das Associações Nacionais de comunicadores católicos da América Latina.

Durante o encontro, que se desenvolveu entre os dias 1º e 3 de agosto, refletiu-se sobre a missão e os diversos desafios que os comunicadores católicos enfrentam nos tempos atuais.

Sobre estes desafios fez referência Dom Adalberto Martínez, Presidente do Departamento de Comunicação do Conselho Episcopal Latinoamericano (CELAM), que em uma mensagem dirigida aos participantes da Assembleia, afirmou que um dos principais desafios para os jornalistas e comunicadores católicos é “a necessidade de unir-se para rezar e trabalhar juntos em projetos de formação humana, cristã e profissional para dar testemunho de sua Fé em Jesus Cristo e ser fermento do Reino em seu ambiente profissional”.

Desta maneira, Dom Martínez alertou que na Igreja “os comunicadores são muitos, mas dispersos em nossos projetos e, nesse sentido, nossa capacidade de presença e incidência na sociedade se debilita”.

Disse também que outro desafio dos comunicadores católicos é ser “discípulos e missionários de Jesus Cristo com sua presença ética e coerente”, e “semeando os valores evangélicos nos ambientes onde tradicionalmente se faz cultura, como são os meios e os espaços de comunicação”.

Durante a assembleia, também interveio o padre Rolando Calle, que falou justamente sobre os desafios dos comunicadores em nossos dias. O sacerdote disse que um dos desafios é saber a quem iremos nos comunicar: “Se queremos novos comunicadores temos que ver onde estão as pessoas as quais vamos servir, porque na comunicação, tanto como na educação, uns tem que constatar as necessidades dos outros”.

Este encontro foi a primeira Assembleia realizada pela OCLACC e uma ocasião, como destacou a organização católica, para repensar o papel do Signis nas comunicações das comunidades católicas da América Latina e do Caribe.

Um papel que, segundo Dom Claudio Maria Celli, presidente do Conselho Pontifício para as Comunicações sociais -que saudou os participantes da Assembleia através de um vídeo- hoje cobra maior importância quando em diversos contextos se vê afetada a liberdade de expressão: “Em muitos contextos geográficos, a vocação comunicadora encontra-se com grandes dificuldades devido a que em ocasiões se aprovam normas que atentam contra a liberdade de expressão, de opinião, e de imprensa”.

Neste sentido, como continuou, a postura católica dos comunicadores “será a de buscar todas as vias lícitas para denunciar estas situações de injustiça e promover a difusão da verdade. Dizer a verdade sobre o homem à luz da Palavra é uma das missões dos comunicador católico na América Latina”. (GPE/EPC)

 

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