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Governo comunista chinês ordena a retirada de cruzes de três Dioceses Católicas

Redação (Terça-feira, 23-10-2018, Gaudium Press) Uma nova ofensiva contra as cruzes e outras estruturas da Igreja foi iniciada pelas autoridades comunistas da China. Os ataques mais recentes atingiram três Dioceses do país durante este mês de outubro.

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No dia 03 de outubro as autoridades ordenaram a retirada da Cruz de uma igreja na Diocese de Henan, sob o argumento que a mesma era muito grande e podia ser vista desde uma estação de trem próxima.

Na semana seguinte, dia 11, por volta de 40 homens destruíram uma Cruz e uma parede na igreja de Whenzhou, na Diocese de Zhejiang. Já no dia 12, as autoridades estatais também decretaram a destruição de duas cruzes na igreja de Luoyang, na Diocese de Henan.

No dia 15 de outubro, o governo comunista chinês exigiu a retirada de algumas estruturas e várias cruzes da Diocese de Guizhou, localizada na zona sudeste do país, por considerá-las uma violação às leis de planejamento. Essas cruzes haviam sido erguidas como parte de uma peregrinação. Além de uma multa paga pela igreja, as autoridades estatais indicaram que também confiscarão o dinheiro arrecadado na peregrinação.

Segundo um católico chamado John, a destruição de cruzes parece ser o início de uma agenda mais ampla para eliminar os símbolos religiosos. “Isso é o cristianismo alinhado com o socialismo”, advertiu.

Essas medidas adotadas pelas autoridades chinesas ocorrem após o Vaticano anunciar a assinatura do Acordo Provisório com a China para a nomeação de Bispos. Esse acordo tornou possível a participação de dois Bispos chineses no Sínodo dos jovens que ocorre no Vaticano até o dia 28 de outubro. Os prelados aproveitaram a ocasião para convidar o Papa Francisco a visitar a China. (EPC)

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