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Padre Nicaraguense alerta para “genocídio” em seu país

Manágua – Nicarágua (Terça-feira, 24-07-2018, Gaudium Press) Padre Augusto Gutierrez, sacerdote da Nicarágua está escondido depois que recebeu várias ameaças da parte de pessoas ligadas ao governo ao às milícias que apoiam Daniel Ortega.

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Através de organizações religiosas internacionais, ele lança um apelo a todo mundo pedindo uma intervenção de organismos internacionais em seu país.

Padre Gutierrez procura alertar para a violência e a repressão sobre a população na Nicarágua que atinge também a Igreja Católica:
“Eles ameaçaram-nos de morte porque dizem que somos os líderes desta situação”, afirma o padre Augusto Gutiérrez.

Para o pároco no bairro de Monimbó, no sul de Masaya, estamos assistindo a “um genocídio”, “não tem outro nome”, afirma o pároco que atua na cidade que é o epicentro das manifestações contra o sandinismo que domina a força o país.

Gutierrez encontra-se escondido depois de ter recebido “inúmeras ameaças” e alerta para a “situação de emergência” que vive a Nicarágua.

Segundo afirmações do sacerdote nicaraguense para agências noticiosas internacionais, uma lei antiterrorista, aprovada recentemente, permite que qualquer pessoa possa ser acusada pelas autoridades de instigar a violência.

“Calcula-se que já terão morrido entre 277 a 351 pessoas”, devido à resposta “extremamente dura” das autoridades às manifestações.

No último sábado, “centenas de pessoas manifestaram-se” nas ruas da capital Manágua, contra o Governo. A repressão foi inusitada.

“A paz e a vida humana são bens indispensáveis e estão acima de qualquer interesse”, afirmou o presidente do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE), o cardeal Angelo Bagnasco, numa entrevista ao arcebispo de Manágua e presidente da Conferência Episcopal da Nicarágua, o cardeal Leopoldo Solórzano.

No dia 14 de julho, a Arquidiocese de Manágua denunciou que o Centro Social Jesus da Divina Misericórdia foi atacado de forma “brutal e arrogante” por polícias e paramilitares.

Na sua página, na rede social Facebook, explicava que, para além do ataque à instituição onde tratavam feridos, denunciaram que foram “mortas duas pessoas” e destruídos locais ligados à paróquia católica.

A Igreja Católica tenta mediar o confronto, mas é acusada de estar ao lado dos manifestantes.

Paz e ataques à Igreja

Daniel Ortega já afirmou que está em curso uma tentativa de “golpe de Estado”. Já por seu turno, Ortega e sua mulher, a vice-presidente Rosário Murillo, são acusados de abuso de poder e de corrupção.

A “família” Ortega domina a Nicarágua desde 2007, depois de já ter estado à frente dos do governo entre 1979 e 1990. O “sistema” político na Nicarágua não prevê limite de mandatos. (JSG)

 

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