Reitor do Santuário de Fátima, em Portugal: não tenham “vergonha” do Presépio
Fátima – Portugal (Quinta-feira, 27-12-2018, Gaudium Press) Na homilia da Missa que presidiu na Basílica da Santíssima Trindade, no Santuário de Fátima, o Padre Carlos Cabecinhas, Reitor do Santuário, falou da importância de voltar a “trazer Jesus Cristo para o natal”.
Figura de Maria: modelo para o tempo do Advento
Afirmando que é Maria quem “nos conduz neste tempo final do advento”, Padre Cabecinhas recordou que no momento final do Advento, onde a liturgia fala dos acontecimentos que antecederam o nascimento de Jesus, a figura que “emerge” é naturalmente Maria, por ser “o melhor modelo de vivência deste tempo do Advento, precisamente por ter sido ela quem viveu de modo mais intenso o primeiro Advento e, como ninguém, a expectativa do nascimento de Jesus, seu filho”.
A alegria crescente do Advento
“A alegria que acompanha, em crescendo, ao longo do tempo do Advento e que marca a celebração do Natal, é uma alegria verdadeira porque o Senhor está próximo e Se faz presente, de muitos modos na nossa vida”, disse, afirmando ainda que este sentimento é “de alguém que espera alguém querido”.
Cada pessoa é desafiada “a aprender com Maria e como Maria a trazer de novo Jesus para a celebração do Natal”, acentuou o Reitor do Santuário de Fátima.
Levar Jesus de novo para o Natal
Padre Carlos alertou que “pode parecer estranho dizer isto assim, mas se olharmos bem, talvez não seja assim tão estranho, porque o Natal tem perdido o seu conteúdo Cristão e hoje quando se fala de Natal, as referências a Jesus e ao seu nascimento, que é o acontecimento que está na origem e dá sentido ao Natal, praticamente desapareceram, e assim somos convidados com Maria a levar Jesus de novo para o Natal”.
Um vago espírito de Natal
Nos dias que correm, “fala-se mais facilmente de um qualquer vago “espírito de Natal”, que do nascimento de Jesus e isto é preocupante”, disse o Reitor, questionando em seguida: “Fala-se de um espirito de Natal, mas o que é que é isso? Concretamente o que significa?”. E deixou um desafio para cada peregrino: “trazer de novo Jesus Cristo para o centro do nosso Natal cristão”.
“O Natal apresenta-se cada vez mais como a festa da família, festa do amor universal, a festa da paz, e é tudo isso mas não é apenas isso”, o grande risco é que neste contexto “sejam os presentes e a ceia que prendem todas as nossas atenções”.
Só Jesus dá sentido ao Natal
“Porque é com Jesus Cristo que tudo o resto ganha sentido: ganham sentido as árvores de Natal e as luzes que enfeitam as nossas ruas e as nossas casas, porque Jesus vem como verdadeira luz; ganham sentido os presentes e os encontros de família; ganham sentido as campanhas de solidariedade e os apelos à paz…
Não podemos é perder isso, porque tudo o resto se desmorona como um castelo de cartas, e tudo isto é um risco natural, de ter um Natal vazio, com um espirito algo vago, que nenhum de nós consegue definir”, reiterou o Reitor.
Alegria, testemunhar a Fé
Segundo o Reitor, “é com Ele e por causa d’Ele que o Natal é momento de alegria! Cabe-nos juntamente com Maria levar Jesus Cristo de regresso ao Natal”, e “é verdade que vivemos em sociedades cada vez mais plurais, em que um grupo significativo de pessoas não se identifica com a fé cristã e que nos merecem o maior respeito, porém, respeito, não implica, nem pode implicar, que deixemos de testemunhar a nossa fé”.
“Não temos porque nos envergonhar de Jesus Cristo, esse Jesus Cristo que está no presépio, no centro da celebração do natal e da nossa fé”, afirmou.
Por isso, o Padre Carlos Cabecinhas desafiou cada peregrino a “levar a outros, sobretudo pelo testemunho da nossa vida, a mensagem feliz de que Jesus Cristo vem à nossa vida, cabe-nos a nós, cristãos, trazer de novo Jesus para a celebração do Natal, não nos envergonharmos do presépio que tem Jesus Cristo no seu centro. Cabe-nos a nós, cristãos, restituir Jesus à festa ao Natal”. (JSG)





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