Arcebispo dos EUA publica Carta Pastoral sobre a Música Sacra
Estados Unidos – Portland (Quarta-feira, 30-01-2019, Gaudium Press) O Arcebispo de Portland, Oregón, Estados Unidos, Dom Alexander K. Sample, publicou uma nova Carta Pastoral sobre a música sacra no Culto Divino intitulada ‘Canta ao Senhor um Novo Canto’. No documento, o prelado recorda alguns princípios já expostos em uma Carta Pastoral escrita quando era Bispo de Marquette, que são “universais e perduráveis e são tão válidos hoje como o foram então”.
“Em qualquer discussão sobre o ‘ars celebrandi’ (a arte de celebrar) em relação com a Santa Missa, talvez nada seja mais importante ou tenha um maior impacto que o lugar da música sacra”, afirmou o Arcebispo. “A beleza, a dignidade e a oração da Missa dependem em grande medida da música que acompanha a ação litúrgica. A Santa Missa deve ser verdadeiramente bela, o melhor que podemos oferecer a Deus, refletindo sua própria e perfeita beleza e bondade”. O prelado advertiu sobre a necessidade de explicar a natureza, propósito e dignidade da música sacra: “Esta é uma discussão importante para ter já que muito aos poucos a música selecionada para a Missa se reduz a uma questão de ‘gosto’ subjetivo, quer dizer, que estilo de música atrai a esta ou aquela pessoa ou grupo, como se não houvesse princípios objetivos a seguir”. A música sacra “não é simplesmente um apêndice para a adoração, quer dizer, algo externo agregado à forma e estrutura da Missa. A música sagrada é um elemento essencial da adoração em si mesma. É uma forma de arte que toma sua vida e propósito da Sagrada Liturgia e é parte de sua própria estrutura”.
Por este motivo, a música não “acompanha” a celebração, mas que ajuda a cantar e orar os textos sagrados da Liturgia. “A Igreja nos ensina solenemente que o propósito mesmo da música sacra é duplo: a glória de Deus e a santificação dos fiéis. Esta compreensão da natureza essencial e o propósito da música sacra deve dirigir e informar tudo o que se diga a respeito. Esta natureza e propósito essenciais também terão importantes e sérias implicações com respeito ao seu lugar apropriado dentro de nossa adoração divina”.
A música sacra deve ter as qualidades de santidade, beleza e universalidade características da Liturgia. “[A música sagrada] deve ser santa, e, portanto, deve excluir toda profanidade não somente em si mesma, mas na forma em que é apresentada por aqueles que a executam”, afirmou o Concílio Vaticano II, citado pelo prelado, que acrescentou que “tudo relacionado com a Missa deve ser belo, refletindo a beleza infinita e a bondade do Deus que adoramos, isto se aplica de maneira especial à música que faz parte essencial e integral de nossa adoração divina”. Sobre a terceira característica, a universalidade, explicou que “significa que qualquer composição de música sacra, inclusive uma que reflete a cultura única de uma região em particular, deveria facilmente ser reconhecível como algo sagrado. A qualidade da santidade, em outras palavras, é um princípio universal que transcende a cultura”.
O Arcebispo recordou que o canto gregoriano constitui a principal forma da música sacra, seguido pelo canto polifônico. Sobre a música secular, indicou que “a ideia de que só a letra determina se uma canção é sagrada ou secular, enquanto que a música está isenta de qualquer critério litúrgico e pode ser de qualquer estilo”, foi qualificada como uma “ideia errônea” que “não está respaldada pelas normas da Igreja”.
Dom Sample emitiu uma série de diretrizes sobre o ministério da música sacra em sua Arquidiocese, que inclui a presença de músicos e diretores musicais competentes nas paróquias, a localização dos músicos e coros fora do presbitério, o uso de órgão para acompanhar a música sacra e a preferência de que ao menos uma Missa dominical seja adequadamente cantada. Instrumentos como as guitarras eléctricas e baterias de percussão foram descritas como não apropriadas para a celebração eucarística.
“Que a renovação e reforma da música sacra na Arquidiocese de Portland nos leve a uma celebração bela e digna dos sagrados mistérios da Santa Missa, para a glória de Deus e a santificação de todos os fiéis”, expressou o Arcebispo, que encomendou esta intenção à Santíssima Virgem Maria e a Santa Cecília, padroeira dos músicos. (EPC)





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