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Congressos Eucarísticos… paroquiais?

Redação (Terça-feira, 05-02-2019, Gaudium Press) Entre as manifestações do culto a Jesus Sacramentado se encontram as realizações de Congressos Eucarísticos. E o que são os Congressos Eucarísticos? São eventos eclesiais que tem como finalidade aumentar a compreensão e a participação dos fiéis no Mistério Eucarístico, seja no âmbito da Santa Missa, como em outras expressões que tendem a irradiar os efeitos da Presença Real na vida pessoal e social.

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Sendo a Eucaristia a fonte e o vértice de toda vida cristã, nada é mais explicável e recomendável que a organização e a participação em ditos Congressos. Há os internacionais, nacionais, diocesanos e paroquiais.

Segundo as necessidades, recursos e circunstâncias, podem durar o tempo que razoavelmente se estipule; será um ou mais dias, nunca mais de uma semana. Seu desenvolvimento pode variar, mas sempre consta de momentos de adoração, espaços de instrução mediante palestras, normalmente há também tempo para confessar-se, e é de rigor que haja uma procissão eucarística e uma Missa Solene de clausura.

Depois do término de um Congresso, se tratará de recolher os frutos, canalizando o fervor das pessoas no sentido de que se comprometam mais com o Senhor, seja como adoradores, ou integrando-se nas pastorais da paróquia.

Os Congressos Eucarísticos Internacionais vem sendo realizados na Igreja desde o ano de 1881; o primeiro foi em Lille, França, e o próximo deverá ser realizado em 2020 em Budapeste, Hungria. Já ocorreram nos cinco continentes. Um Congresso Eucarístico Internacional é convocado pelo Papa e presidido por um delegado ad hoc. Há no Vaticano um órgão que cuida destas celebrações, o Pontifício Comitê para os Congressos Eucarísticos Internacionais que foi erigido pelo Papa Leão XIII. Seu atual Presidente é Dom Piero Marini.

Naturalmente, os Congressos Internacionais pedem uma esmerada preparação e gastos consideráveis, já que acolhem a milhares de fiéis do mundo inteiro. Em menor medida se investe tempo e dinheiro nos Nacionais e nos Diocesanos. Os Congressos Eucarísticos Paroquiais (que chamamos CEP) são muito mais acessíveis a partir do ponto de vista de organização e praticamente não custam nada.

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Aqui chegamos ao nosso tema. Este artigo quer motivar os párocos e os leigos comprometidos com suas paróquias, para que se animem a organizar um CEP. Quem escreve estas linhas participou recentemente de um na paróquia de San Lorenzo da cidade de Ñemby, Diocese de San Lorenzo, Paraguai. Durou apenas um dia, mas foi muito fecundo junto às crianças, jovens e adultos. Animado pelos resultados obtidos naquela oportunidade, dou aqui algumas pautas para a realização deste tipo de evento. Para isso, desçamos ao terreno do prático e estabeleçamos um programa. Vai, então, uma proposta a maneira de sugestão… certamente nada extraordinária e de muito fácil realização. Imaginemos um CEP que abarque cinco dias, de quarta-feira a domingo: Se poderia proceder assim:

Quarta-feira: pela manhã, visita a colégios e centros de educação para explicar do que se trata; pela tarde na Paróquia: 17h Hora Santa, exposição, adoração e bênção com o Santíssimo. Confissões; 18H Palestra ‘Eucaristia, celebração e adoração’; 18H45 Rosário; 19H Missa; 20H Convivência com jovens, instrução, perguntas, testemunhos.

Quinta-feira: pela manhã visita a lojas e estabelecimentos comerciais para convidar; pela tarde: igual ao dia anterior. Tema da palestra ‘Eucaristia e missão; discípulos e missionários’; 20h Convivência com agentes pastorais e leigos comprometidos.

Sexta-feira: pela manhã visita a lares e casas de família motivando a participar; pela tarde, o mesmo. Palestra ‘Eucaristia e Dia do Senhor, importância do domingo’; ao final do dia, convivência com casais e famílias.

Sábado: pela manhã visita a Hospitais, asilos de anciãos ou pessoas carentes; pela tarde, tudo igual ao dia anterior. Tema da Palestra: ‘Maria, Mulher Eucarística’; pela noite, convivência com anciãos e enfermos.

Domingo: Procissão Eucarística pelas ruas da paróquia, Santa Missa de clausura, se possível presidida pelo Bispo. Durante estes oito dias se convidará aos fiéis a inscrever-se na adoração perpétua (se houver) ou na das quintas-feiras.

Em qualquer caso, o pároco decidirá o que é o caso de se fazer; como, quando e onde. Os que acreditam que o nome ‘congresso’ é muito formal, podem chamar esta iniciativa de ‘Jornadas Eucarísticas’… O nome é o de menos! O que importa é o conteúdo e o resultado esperado.

As várias formas de culto ao Santíssimo são uma extensão e uma preparação para o Sacrifício da Missa e da Comunhão. É claro que não se chegará a participar da Missa devidamente nem se comungará com fruto se não se conhece a Eucaristia tanto quanto esteja ao nosso alcance; daí a oportunidade de um CEP.

“Maria escolheu a melhor parte” (Lc 10, 42) disse Jesus à vista do dedicado serviço de Marta. Apliquemos esta lição. Bem antes do empenho social -e nem digamos do econômico ou político, que tantas vezes é causa de equívocos e dissensões- está a conversão pessoal que parte da Eucaristia e leva a Ela.

Por que não abordar com nosso pároco a possibilidade de fazer umas jornadas assim? Os sacerdotes contam com os fiéis para empreender iniciativas. Ajudemos aos nossos pastores. Desde o sacrário silencioso -e tantas vezes abandonado- o Senhor, que tanto se relacionava com seus irmãos, abençoará o projeto.

Por Padre Rafael Ibarguren EP

Traduzido por Emílio Portugal Coutinho

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