Venezuela: “A situação do País é um desastre, Maduro deve sair”, diz Cardeal
Caracas – Venezuela (Quarta-feira, 03-04-2019, Gaudium Press) O Cardeal Jorge Urosa Savino, Arcebispo Emérito de Caracas, afirmou que a situação na Venezuela é “um verdadeiro desastre” e pediu novamente a Maduro que saia “e entregue o poder que ocupa de fato”.
O Cardeal fez declarações ao Grupo ACI afirmando que a onda de “apagões” e a crise humanitária que atinge a população cria uma situação que gera “grande angústia para o país”.
Dom Jorge Urosa disse que “para colocá-lo em breves e claras palavras”, “o que está acontecendo agora na Venezuela, é um verdadeiro desastre”.
Para o Cardeal, “a terrível crise elétrica reflete a incapacidade dos atuais governantes para dirigir a vida do país. Eles são simplesmente incapazes de governar a Venezuela”, destacou.
E, Purpurado indicou uma solução “radical, mas pacífica”, para a crise: “que Maduro, já rejeitado pela maioria da população, saia e entregue o poder que está ocupando de fato”.
Para o Cardeal, “É necessário aceitar a presidência interina do presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, para que haja um governo de transição, previsto no artigo 233 da Constituição, para que sejam feitas eleições limpas e transparentes, e que possa começar uma autêntica recuperação do país”, disse.
As Crises da Venezuelanas
A “Crise da Venezuela” faz surgir e alimenta outras crises:
Além da grave crise decorrente da falta de alimentos e remédios, desde o dia 7 de março, a Venezuela é afetada por apagões que provocaram novos protestos.
Maduro demitiu o ministro da Energia sem dar explicações sobre a sua decisão que oi anunciada um dia após o governo lançar um plano de racionamento de energia por 30 dias para poder resolver as falhas elétricas.
Caracas ficou sem eletricidade e sem água.
O Cardeal Urosa lembrou que, em sua declaração de janeiro, os Bispos da Venezuela denunciaram a extrema pobreza em que vivem as pessoas:
“É um pecado que clama ao céu querer manter o poder a todo custo e pretender prolongar o fracasso e a ineficiência das últimas décadas: é moralmente inaceitável!”, foi a denúncia feita pelo episcopado.
Palavras do Cardeal
O Cardeal arcebispo de Caracas continuou com suas declarações à ACI:
A origem desta crise está em “um projeto ideológico fracassado, o socialismo marxista, o socialismo do século XXI, que levou o país à ruína e os venezuelanos a um sofrimento incalculável”.
“O país não funciona! Todos nós sofremos com a escassez de serviços básicos, como água, transporte e eletricidade, e também por causa da inflação que empobreceu todos e atingiu especialmente os mais fracos”, continuou.
O Arcebispo emérito de Caracas disse, referindo-se aos protestos dos últimos dias, que o governo de Maduro “deve escutar a voz do povo mais humilde, que já não aguenta mais. Não devem continuar submetendo as classes populares às penúrias, limitações e humilhações que provocaram”.
Uma denúncia feita por Dom Urosa foi de que Maduro e outros “convidam grupos civis, violentos e armados para conter manifestações populares. Isso é totalmente criminoso, inaceitável e intolerável. E as pessoas sensatas do “chavismo” devem fazer com que seus líderes percebam que isso é totalmente ilegal. É criminoso promover a violência de bandos armados para conter os protestos legítimos e pacíficos. Os chefes das Forças Armadas não podem permitir isso”, frisou o religioso.
Pedido final do Cardeal
O Cardeal Urosa finalmente fez um convite aos bispos da Venezuela: “manter a calma, agir pelas vias pacíficas, mas ao mesmo tempo exigir o respeito aos nossos direitos”.
“Uma mensagem de solidariedade àqueles que mais estão sofrendo atualmente, nossos irmãos das classes populares, e a todos os venezuelanos que estamos igualmente afetados por este governo desastroso”, foi o que disse o Cardeal em suas declarações.
Para encerrar, Cardeal Jorge Urosa Savino resumiu:
“Em poucas palavras: Maduro deve sair”.
“É preciso que os governantes atuais entendam que têm que sair. E que não podem continuar fazendo o povo venezuelano sofrer. E peçamos a Deus com força que nós, venezuelanos, possamos resolver essa crise de maneira pacífica”. (JSG)





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