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O Natal recorda Neve, Paz Ventura,Inocência…

Redação (Sexta-feira, 13-12-2019, Gaudium Press) Creio não ser uma voz discordante, ao afirmar que o cenário mais harmonioso com as bênçãos natalinas é aquele emoldurado e engalanado pela neve.

O Natal recorda Neve, Paz Ventura,Inocência-Foto Arquivo Gaudium Press.jpg
A neve nos fala da inocência sem mancha, da beleza virginal e pura que tem o condão de encantar os olhos e os corações.

Quantas e quantas vezes nossa imaginação de criança (e não apenas de criança!) facilmente se deixou transportar aos belos e cativantes panoramas pintados pelos contos natalinos, alguns deles tão tocantes e tão próprios a despertar no espírito humano as melhores disposições espirituais e morais que o advento do Filho de Deus proporcionou ao mundo.

Aldeias recobertas de uma alvura imaculada, refletindo nos telhados de suas casas, nos caminhos, nas galharias dos pinheiros e das árvores esguias, o brilho de um límpido e diáfano azul, sereno e silencioso, dizendo-nos algo daquela quietude ungida de bênçãos do Céu que envolveu o estábulo de Belém onde o Verbo eterno nasceu para o tempo, revestido de nossa natureza.

A neve nos fala da inocência sem mancha, da beleza virginal e pura que tem o condão de encantar os olhos e os corações. 

Não sem razão, o Salmista arrependido e penitente, comparou a regeneração de sua alma com a alvura dessa fascinante criatura:
“Tu me aspergirás com o hissope e serei purificado; lavar-me ás e me tornarei mais branco que a neve…” (Sl 50, 9)

Candura nívea, inocência do Divino Infante, nascido da Virgem-Mãe imaculada, sob os desvelos do castíssimo São José – atmosfera natalina, que sempre convida a humanidade a deter, por uma noite, por um dia, a laboriosa rotina de sua existência neste chão de exílio, e a se alegrar, a se reconfortar com as indefectíveis promessas de paz e ventura que nos veio do alto com esse Menino, agora reclinado num presépio…

Por Plínio Corrêa de Oliveira
(in “Revista Dr. Plinio”, Dezembro/2006, n. 105, p. 30 a 35).

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