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Igreja é incendiada pelo exército no Mianmar

O exército do Mianmar incendiou mais uma igreja paroquial. O pároco e os fiéis vivem há meses na floresta para se protegerem de possíveis ataques

Redação (15/06/2022 15:00, Gaudium Press) A igreja de São Mateus, no Mianmar, foi incendiada pelo exército, nesta quarta-feira às 15:30, hora local

Localizada no município de Phruso, no estado de Kayah, a igreja de São Mateus, em Dognekhu, é uma pequena igreja paroquial e foi incendiada pelos militares de Mianmar nesta quarta-feira, segundo informou o chanceler da diocese de Loikaw, Pe. Francisco Soe Naing, à agência SIR.

O sacerdote declarou que a aldeia inteira foi atacada e incendiada e, até o momento, não se sabe se existem vítimas. Ademais, o chanceler explicou que “os paroquianos e o pároco daquela paróquia há meses vivem na selva, pois não é seguro viver na aldeia”.

A Igreja Católica é particularmente visada no conflito

O território da paróquia de Dognekhu abrange seis aldeias, totalizando 512 famílias católicas. Dois sacerdotes, seis catequistas e cerca de 2560 fiéis vivem na região.

A assembleia geral dos bispos do Mianmar, que se reuniu entre os dias 7 a 10 de junho, publicou um documento denunciando a instabilidade política e os perigos da situação para a população.

Os Bispos pedem que a dignidade humana e o direito à vida sejam sempre respeitados e pedem igualmente: “respeito pela vida e pela sacralidade dos locais de culto, hospitais e escolas”.

Conflito armado

O país asiático sofre com um conflito interno desde o golpe de estado, em 1o de fevereiro de 2021. Segundo informes, mais de 1929 civis foram mortos desde o início do conflito, outros 11 mil foram presos e cerca de 800 mil pessoas tiveram que deixar suas casas.

É de se notar que as igrejas e instituições religiosas são especialmente visadas pelos militares. Nos últimos meses dezenas de igrejas sofreram ataques aéreos ou foram incendiadas.

Em recente entrevista a La Civiltà Cattolica, o Papa Francisco lembrou que junto com a guerra na Ucrânia outros conflitos pelo mundo, entre os quais o do Mianmar, fazem o Pontífice pensar que o mundo vive a “terceira guerra mundial”.

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