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Carnaval é prazer e alegria?

Redação (Sexta-feira, 21-02-2020, Gaudium Press) A Bíblia afirma que “a alegria do coração é a vida do homem, um inesgotável tesouro de santidade. A alegria torna mais longa a vida dele” (cf. Eclo 30,22-26).

São Francisco de Sales dizia que: “um cristão triste é um triste cristão”.

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Carnaval é prazer e alegria? Foto Cleofas

Alegria, prazer, satisfação de alma

A alegria verdadeira brota de um coração puro que ama a Deus e ao próximo, tem a consciência tranquila e sabe que está nas mãos do Senhor.

O mundo, no entanto, confunde alegria com prazer, quando, na verdade, não são as mesmas coisas. Prazer é a satisfação do corpo; alegria é a satisfação da alma.
Em um artigo, já nas vésperas do Carnaval, o Professor Felipe Aquino trata desse assunto.

Prazeres justos e injustos

Ele destaca que existem prazeres justos e até necessários, como, por exemplo, o sabor que Deus colocou nos alimentos.

E há também prazeres injustos, por isso, pecaminosos, quando se busca a satisfação do corpo apenas como um fim: a bebida, o sexo fora ou antes do casamento, as drogas, as aventuras que põem a vida em risco etc.

Abuso da liberdade: libertinagem

Isso acontece quando se abusa da liberdade e usa mal as coisas boas. Isso tem nome: libertinagem.

Por exemplo, pode ser um gesto de alegria beber um copo de vinho com os amigos, mas pode se tornar um gesto de prazer desordenado se houver o abuso da bebida e chegar à embriaguez.

O mal quase sempre é o uso abusivo das coisas boas.

Quantos crimes e acidentes acontecem por causa dessas libertinagens!

Busca frenética da alegria e do prazer

Está chegando mais um carnaval, tempo que, para muitos, transformou-se em liberação de todos os instintos, busca frenética da “alegria” e do prazer, mas, o prazer ilícito, quando passa deixa gosto de morte.

A distorção da alegria nessa festa pode transformar-se em sofrimento para a própria pessoa e para os outros, porque sabemos que “o salário do pecado é a morte” (cf. Rm 6,23).

Não pense que você pode ser feliz no pecado porque isso é ilusão.

A tentação nos oferece o pecado, assim como uma maçã caramelada, porém, envenenada. É mais ou menos como o terrível anzol que o peixe abocanha, porque está escondido dentro da isca.

Depois de abocanhar a isca, de sentir o prazer rápido que ela lhe dá, o peixe sente o gosto da morte no anzol que o fisga.

Carnaval e as Vítimas dos prazeres

O mesmo acontece com quem se entrega, no carnaval, aos prazeres da carne, como o sexo a qualquer custo, a prática da homossexualidade, o uso das rogas, o abuso da bebida e os gestos de violência.

O que é que tudo isso gera, depois?

Sabor de morte. Depois que rapidamente tudo isso passa, o vazio e a tristeza vêm.

Temos visto um espetáculo deprimente nos últimos carnavais: as próprias autoridades, ao querer impedir a AIDS, acabam fomentando o pecado.

Preservam o corpo, mas matam a alma

Os governos da União e dos Estados distribuem amplamente preservativos para que os foliões brinquem, gozem, mas sem o perigo de se contaminarem.

Preservam o corpo, mas matam a alma; defendem o prazer e a orgia, mas afundam a moral; lançam o povo nos antigos bacanais gregos.

Ora, o correto é ensinar aos jovens a castidade.

Será que não temos algo melhor para dar aos nossos jovens e a nosso povo? Quantas crianças são geradas “de repente” nos carnavais!

O que acontece depois? Algumas dessas podem ser abortadas -um outo erro, outro pecado-, outras se tornam filhos de uma mãe que vai criar e educar o filho sozinha.

Não é justo!

Isso não é justo, porque toda criança que vem a este mundo tem o direito a um pai, uma mãe, um lar, tem o direito de ser amada e desejada; e não ser apenas o fruto de um “atalho” tresloucado e fora de todos as normas morais.

O abuso do que é bom… e a tristeza

O mal é o abuso daquilo que é bom. Se nós abusamos do bem, da comida, da bebida, do sexo fora do casamento, tudo isso se tornará um mal e trará consequências negativas; isso não é uma alegria autêntica.

A vida conjugal é linda dentro do plano de Deus, mas se a tirarmos de dentro desse plano, ela poderá ser causa de tristeza, adultério e doença.

Caminho da morte e da vida

No pecado, encontramos o caminho da morte; na virtude, encontramos o caminho da vida, da paz.
Nossa vida é consequência de nossas escolhas e nossos atos.

São Paulo disse claramente aos gálatas:

“Não erreis, de Deus não se zomba, porque tudo o que o homem semear, isso também colherá. O que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna” (Gl 6,8).

Quem faz do período carnavalesco uma oportunidade de extravasar os baixos instintos, colherá, sem dúvida, a tristeza depois.

Quem dele se aproveitar para fazer o bem, colherá a alegria.

A verdadeira alegria nasce da prática do bem. Quanto mais você faz o bem às pessoas, mais será feliz.

O perfume do pecado

O pecado é perfumado e apresenta-se a você na hora da sua fragilidade. Cuidado!
Santo Agostinho afirmava:

“A sua tristeza são os seus pecados. Deixe que a santidade seja sua alegria”.

Eu lhe dou a receita: vigie e ore.

Os pecados entram pelas janelas da alma, que são os sentidos. Então, feche seus olhos, sua boca e suas mãos se você sabe que, por meio deles, pode chegar ao pecado.

Aqui não está a alegria

Os dias de carnaval nos oferecem grandes oportunidades para pecar, tanto nas ruas como na televisão, na internet e nos clubes, porém, não é nisso que reside a verdadeira alegria, pois essa pode ser encontrada no convívio saudável do lar com os filhos, na igreja, na leitura de bons livros e da Palavra de Deus, num tempo mais dedicado à oração, no ouvir uma boa pregação, num gesto de caridade a uma pessoa que precisa de você.

(Fonte: “Carnaval é prazer e alegria?”, do Professor Felipe Aquino, com adaptações Gaudium Press)

 

 

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