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Fracassa a tentativa do Delegado de Polícia de Paris de impedir as manifestações católicas a favor das missas presenciais

O delegado se utilizou de uma “astúcia” para proibir as manifestações. Mas, no domingo, 400 católicos estiveram reunidos na Praça de Saint Sulpice. Foram 60 manifestações em toda a França

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Redação (24/11/2020 16:54, Gaudium Press) “Fomos tratados com deslealdade pela prefeitura de Paris”, disse Jean-Benot Harel, 24, um dos organizadores da manifestação que deveria ter sido realizada no domingo, 15 de novembro, na Praça Saint Sulpice, pedindo o retorno das missas presenciais à doce e bela França.

Vamos ver o que aconteceu e como a tática fracassou, pois mais de 400 católicos se manifestaram no final da tarde desse domingo, em frente a essa igreja, que é a da catedral da Cidade Luz enquanto se restaura a Notre-Dame.

Manifestações semelhantes ocorreram em pelo menos 60 pontos da França.

A ‘jogada astuta’ do delegado da polícia de Paris

Didier Lallement, delegado de polícia, havia proibido uma reunião na Praça Saint Sulpice, em 15 de novembro. O motivo? Que uma manifestação semelhante, ocorrida, no dia 13, não havia respeitado as “medidas sanitárias” e que, além disso, (aqui vem a “pérola”) tinha sido “constatado que várias pessoas rezavam de joelhos na via pública e que outras cantavam cânticos religiosos”. Isso, na opinião do delegado, constituía “um evento de culto” e não mais uma “manifestação de natureza reivindicativa”. Assim, por correr o risco de que a manifestação do dia 15 fosse também “de culto”, ela foi simplesmente proibida.

Segundo o delegado, a única maneira dessa manifestação acontecer era que “não houvesse orações, nem canto, nem missa, nem sinais religiosos aparentes”.

Dadas as condições – como na época de Robespierre – os organizadores da manifestação incumbiram ao advogado Henri de Beauregard de interpor um ‘référé-liberté‘, ou seja, um recurso perante o Tribunal Administrativo para Proteção dos Direitos.

Uma audiência no Tribunal Administrativo foi marcada para sábado, dia 14, na qual se decidiria se tal proteção seria concedida.

Neste ínterim, a prefeitura, por ter um “bom coração” em relação aos católicos, retirou as condições draconianas impostas e permitiu a manifestação, deixando apenas a de que não houvesse “missa na rua”. Como os organizadores não previam nenhuma missa, retiraram de boa-fé seu ‘référé-liberté‘ e se dispuseram a se manifestar no domingo, dia 15.

Mas aqui está a ‘astúcia’ do Delegado de Polícia: na tarde de sábado, ele emitiu um novo comunicado simplesmente impedindo a manifestação na Praça de Saint Sulpice, e por ser tarde, não dava chance aos organizadores de impetrar qualquer recurso legal contra sua “astúcia”.

Católicos insistem e vencem

Mas o delegado não contava com a persistência dos fiéis, que têm a paciência do Salvador para alcançar os bons fins.

Novamente na terça-feira passada, eles fizeram seu pedido junto à delegacia de polícia para uma nova manifestação no domingo dia 22, na Praça Saint Sulpice. Desta vez, o prefeito Lallement decidiu “não proibir” a reunião. No entanto, colocou duas condições para permiti-la: o respeito rigoroso das medidas sanitárias e a ausência de “orações na rua”.

No entanto, esta última pareceu aos católicos outra arbitrariedade, e, por isso, mais uma vez confiaram a Henri de Beauregard (e sem a possibilidade de arrependimento) impetrar o recurso ‘référé-liberté’ ao Tribunal Administrativo.

O juiz rapidamente examinou o recurso e autorizou a manifestação, pois “nada no Direito francês prevê submeter uma reunião à ausência de oração”, declarou Beauregard. Da mesma forma, manifestou um juiz em Clermont-Ferrand: “O juiz lembrou que não é possível, em princípio, proibir uma manifestação religiosa”, explicou Hugues de Lacoste Lareymondie, que levava adiante o processo.

Evidentemente o que aconteceu em Paris influenciará toda a França, tendo uma repercussão muito além do desejo de recuperar as missas presenciais, e é de impor limites aos desvarios ‘soviéticos’ de funcionários de segundo escalão (e também do primeiro) que desejam excluir do espaço público qualquer lembrança de que a França foi uma vez a filha primogênita da Igreja.

Com informações do Le Figaro

 

 

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